A associação livre é um dos fundamentos da Psicanálise Clínica. Trata-se do convite para que o paciente fale livremente — sem censura, sem preocupação com lógica ou organização, sem medo de parecer incoerente. Na prática, isso significa dizer o que vier à mente: pensamentos, lembranças, sonhos, sentimentos, dúvidas ou até mesmo aquilo que parece “sem importância”. Muitas vezes, é justamente no que parece pequeno ou desconexo que o inconsciente se revela. Na clínica, sustento esse espaço de liberdade com ética e acolhimento. A associação livre não é uma conversa comum; é um processo profundo, onde a fala permite acessar conteúdos que estavam recalcados, silenciados ou ainda não compreendidos. Ao permitir-se falar sem filtros, o paciente começa a perceber padrões, repetições e conflitos internos que antes atuavam de forma inconsciente. A partir daí, torna-se possível elaborar dores, ressignificar experiências e construir novas formas de se relacionar consigo e com o outro. A associação livre é, portanto, um ato de coragem: confiar na própria palavra e permitir que ela conduza o caminho da análise.
Especialização no atendimento às necessidades da comunidade LGBTQIAPN+.
Abordagem que explora o inconsciente e suas influências no comportamento.
Aborda questões relacionadas à sexualidade humana e identidade sexual.
Kaio, aqui vai uma versão mais autoral, intimista e com tom de manifesto — algo que transmite identidade, presença e profundidade: --- ### Sobre mim Eu escolhi a Psicanálise porque acredito na força da palavra. Acredito que aquilo que dói precisa ser escutado — não silenciado. Que aquilo que se repete na vida não é acaso, é história pedindo elaboração. Sou psicanalista clínico e sustento uma prática baseada na escuta profunda, ética e humana. Não ofereço respostas prontas, nem caminhos padronizados. Ofereço presença. Ofereço espaço. Ofereço tempo. Trabalho com pessoas que carregam dores nos vínculos — términos que deixam marcas, relações abusivas, conflitos familiares que atravessam anos, sentimentos de inadequação e rupturas internas difíceis de nomear. Acompanho, com especial cuidado, pessoas LGBTQIAPN+, especialmente pessoas transexuais, porque sei que muitas vezes o sofrimento não nasce apenas do íntimo, mas também das violências simbólicas do mundo. Minha clínica é um lugar onde você não precisa se explicar para existir. Um lugar onde sua identidade não é questionada, mas respeitada. Onde sua dor não é exagero. Onde sua história importa. Acredito que o autoconhecimento é um ato de coragem. Que olhar para si não é fraqueza, é maturidade emocional. E que compreender o próprio desejo é uma forma de libertação. A psicanálise, para mim, é travessia. É profundidade com acolhimento. É sustentar o silêncio quando ele precisa existir — e sustentar a palavra quando ela finalmente encontra espaço para nascer.
Se você busca um lugar seguro para se encontrar consigo mesmo, eu sustento essa escuta.